Sábado, 15 de Março de 2008

GRUPO CÉNICO PARTICIPA NO CONCURSO DA RAINHA DAS VINDIMAS NAS FESTAS DE S.JOSÉ EM SANTARÉM

JUNTA DE FREGUESIA DE PERNES

 

HOMENAGEM À MOLEIRA DO ALVIELA

 

TRAJE APRESENTADO POR JOANA CATARINA CRUZ DA PAZ, NASCIDA EM 09/10/1979 (28 ANOS)

 

REPRESENTA O GRUPO CÉNICO DA MÚSICA NOVA DE PERNES

(SOCIEDADE MUSICAL UNIÃO PERNENSE)

 

 

Em 1165, nos alvores da nacionalidade, D. Afonso Henriques doa a Gualdim Paes 8 moinhos, em Pernes, na margem direita do Rio Alviela. Talvez tenha nascido, aqui, a figura da moleira, a trabalhar de sol a sol.

 

No século XIX, durante as guerras entre liberais e miguelistas, numa luta fratricida, o Povo faz paródia:

D. Pedro p’ra cima, D. Pedro p’ra baixo, e não passa do Cartaxo.

D. Miguel vai, D. Miguel vem, e não passa de Santarém.

Até que, a Batalha de Pernes, a 11 de Setembro de 1833, decide a posse dos moinhos do Alviela, que moíam a farinha para abastecer os exércitos. E a moleira trabalhava noite e dia, às escondidas de uns e de outros.

 

No início do século XX, eram dezoito azenhas e moinhos, dez moagens e quinze lagares de azeite, que em terras ricas de olival, de searas loiras e de trigos de qualidade, moíam o pão que o diabo amassou, para matar a fome ao Povo, que o ganhava com o suor do seu rosto.

 

E a moleira, lavava o trigo, picava as pedras, carregava as tremonhas, e vendia a farinha. E guardava o seu pé-de-meia, para comprar as suas fatiotas e ademanes, pois gostava de vestir bem, p’ra ver a Deus e ir às festas, de quando em vez, que trabalho sem descanso também cansa.

Através dos tempos, a moleira era figura dominante em terras do Alviela, no Bairro Ribatejano. Orgulhosa do que faz, traja com gosto e o seu porte é donairoso:

Saia de roda, padrão azul-escuro, da cor das águas, blusa mimosa, às florinhas amarelas da cor das espigas; e o avental, é branco, branco da cor da farinha. Na cabeça, o lenço é uma explosão de cor, vermelho, vermelho como o sangue quente que lhe corre nas veias. Sapatos castanhos e meias de algodão, da mesma cor, o chão que pisa move-se com ela. 

Suas jóias são talegos, carregadinhos da farinha a quem dá a sua vida.

A moleira, lá vai ela, lá vai ela, com tanta história no olhar, é como a Nau Catrineta, que tem muito que contar.

publicado por teatro-musicanova às 17:28
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